segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dilúvio


Sabemos que a terra foi coberta pelas águas do dilúvio. Segundo a Bíblia, sete metros acima das montanhas, profundidade suficiente para que a arca não encalhasse. Mas, a pergunta que não quer calar é: o que foi feito dessa água toda? Para onde ela foi?

A Bíblia também dá a resposta para essa pergunta no Salmo 104. 5-9: “Firmaste a terra sobre os seus fundamentos para que jamais se abale; com as torrentes do abismo a cobriste, como se fossem uma veste; as águas subiram acima dos montes. Diante das tuas ameaças as águas fugiram, puseram-se em fuga ao som do teu trovão; subiram pelos montes e escorreram pelos vales, para os lugares que tu lhe designaste. Estabeleceste um limite que não podem ultrapassar; jamais tornarão a cobrir a terra” (NVI).

Na Bíblia de Estudo do Expositor, Jimmy Swaggart interpreta essa passagem como uma referência à Criação. Mas a leitura do texto dá a entender que se trata do dilúvio, pois foi somente após aparecer o arco no céu, que Deus fez aliança com Noé dizendo que as águas “jamais tornarão a cobrir a terra”.
 
“... subiram pelos montes e escorreram pelos vales, para os lugares que tu lhe designaste”. Em traduções mais antigas está escrito lugar que “tu cavaste” em lugar de “designaste” ou “fundaste”. Simbolicamente Deus “cavou” lugares para que as águas do dilúvio ali se acomodassem e estabeleceu limites para não ultrapassassem.
 
Se prestarmos atenção às Cordilheiras dos Andes, na América do Sul, e às Montanhas Rochosas, na América do Norte, por exemplo, a impressão que dá é que elas foram formadas com a terra que foi ”cavada” do leito dos oceanos.