quinta-feira, 1 de maio de 2014

Sábado ou Domingo?


Sábado...
Entre as rádios que gosto de escutar está a Novo Tempo, fm 99.9, tanto pelos hinos tocados, o carisma dos apresentadores, as importantes dicas de saúde e as belas mensagens disponibilizadas. Acho as mensagens edificantes mas nem por isso concordo com todas elas. Estou me referindo a guarda do sábado. Eles guardam; eu entendo que na nossa dispensação não é necessário. É a interpretação que eles têm, em contraste com a que eu tenho. Faz parte, e não impede o convívio pacífico e respeitoso entre pessoas civilizadas.

Sinal...
Aprendi ouvindo e depois estudando a Bíblia, que o sábado tem ligação com a terra e com Israel. Tanto que antes da lei, o sábado só é mencionado na criação do mundo, o dia que o Senhor descansou. E depois, nada! Somente no Sinai volta-se a falar no sábado. O argumento usado é que faz parte dos dez mandamentos, mas se prestarmos atenção é um dos dois mandamentos que começa sem ter o adverbio de negação. Também é o único mandamento que na Bíblia é referido como um sinal para o povo de Israel como está escrito em Êxodo 31.13, 17 : "Dize aos filhos de Israel: Certamente guardareis os meus sábados. Isto é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica [...] Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre, pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou e tomou alento", e em Ezequiel 20.12: "Também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica" (o grifo é meu).

Limites...
O ser humano  precisa de um descanso, os animais precisam descansar, o agricultor sabe que a terra também precisa de um descanso. Por isso, Deus, como conhecedor da natureza humana, impôs limites para que o homem, principalmente o avarento, não ultrapassasse: seis dias de trabalho, um de descanso.

O sábado no Novo Testamento...
Na nota explicativa de Mateus 12.1, Scofield escreve que "na dispensação da igreja, o descanso do cristão no primeiro dia perpetua o principio de que uma sétima parte do tempo é sagrada, mas em todos os outros aspectos está em contraste com o sábado. Um é o sétimo dia; o outro, é o primeiro. O sábado comemora o descanso depois da criação; o primeiro dia, a ressurreição de Cristo. No sétimo dia, Deus descansou; no primeiro dia, Cristo esteve incessantemente ativo. O sábado comemora uma criação consumada; o primeiro dia, uma redenção consumada. O sábado era um dia de obrigação legal; o primeiro dia, de culto e serviço. Ele é mencionado em Atos apenas em ligação com os judeus, e, no resto do NT, apenas duas vezes (Cl 2.16; Hb 4.4). Nestas passagens, se explica que o sábado, o sétimo dia, não é um dia observado pelos cristãos, mas um tipo do repouso presente no qual o crente entra quando "também descansou das suas obras" (Hb 4.10) ao confiar em Cristo".".

Israel..
A igreja não é Israel, não é o novo Israel, nem substituiu Israel aqui na terra. Ambos têm papéis distintos na obra de Deus. Israel tem ligação com a terra e por isso todas as promessas feitas a Israel dizem respeito a essa terra. É o povo terreno de Deus.

Igreja...
Já a igreja, como Corpo espiritual de Cristo, tem ligação com o céu, e por isso, ela foi abençoada "com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo (Efésios 1.3b). É o povo celestial de Deus. Enquanto a igreja permanecer aqui na terra, não precisa guardar o sábado, dia em que Jesus passou no sepulcro, mas descansamos no domingo e nos alegramos com o dia que Jesus ressuscitou e nos deu vida novamente (no meu novo livro "O que resta da noite?, a ser lançado, comento mais sobre a igreja.) 

Sábado novamente...
Na tribulação e no Milênio, o sábado será observado novamente, pois a tenda de Jacó, estará então restaurada.